Se você acha que a ameaça do Aniquilador já era grande demais, não tem idéia do que está para invadir o Cosmo Marvel esse ano... ANIQUILAÇÃO: A CONQUISTA!
Hulk Contra o Mundo
É chegada a hora da vingança. Exilado, escravo, rei... HULK CONTRA O MUNDO!
Vingadores
Uma invasão secreta de skrulls à Terra? Veja também: Os Novos Vingadores combatem uma nova ameaça caseira, enquanto a desconfiança aumenta. Thor em busca dos asgardianos. Fantasmas do passado assombram o Homem de Ferro. E ainda, a saga da morte do Capitão América continua.
X-men
A conclusão da fase Whedon-Cassaday em Surpreendentes X-Men. As reviravoltas dos X-Men Cegos pela Luz. Fabulosos X-Men contra o fanatismo morlock. Novos X-Men voltam do Limbo transformados. E ainda, Espécie em Extinção.
Homem-Aranha
A vida de Tia May está salva. Mas a que custo? Com sua vida "reiniciada" pelo demônio Mephisto, Peter Parker, o Homem-Aranha, inicia Um Novo Dia, sem Mary Jane e com sua identidade preservada. E nem uma explicação decente nós recebemos.
Universo Marvel
A hora da Vingança chegou: Hulk Contra o Mundo! O novo Quarteto Fantástico. Um novo começo para os Thunderbolts. Motoqueiro Fantasma na trilha do Diabo.
Marvel Action
Demolidor arrasado por um veneno invisível. O arrependido Justiceiro adentra Hulk Contra o Mundo. Ororo, T'challa e o Novo Quarteto Fantástico: Zumbis, skrulls, gângsters e... sapos místicos?.
Heróis Marvel
Finalmente a revista mensal do herói intergaláctico Nova chega ao Brasil por meio de Marvel Apresenta. Ainda: Zumbis Marvel & Uma Noite Alucinante, Zumbi, Barracuda, Torre Negra e muito mais.
Marvel Millennium
O fim dos X-Men, a conclusão de Visão e a chegada do Confronto Supremo.
Especial: N. Guerreiros
Radical e os Novos Guerreiros estão de volta em Marvel Especial 9!
Justiceiro no Cinema
Hulk e Homem de Ferro já tiveram suas chances nos cinemas. Agora é o tempo de fazer Justiça! PUNISHER é o próximo filme da Marvel em parceria com a Lionsgate a estrear no fim do ano.
DVD: Next Avengers
Eles são o ultimo legado dos mais poderosos heróis da Terra. Pym, James, Azari e Torrun são os filhos dos Vingadores em NEXT AVENGERS: HEROES OF TOMORROW
Aranha nos Games
Se nos quadrinhos Peter Parker não anda lá em boa fase, não podemos dizer o mesmo nos Videogames. Conheça o próximo jogo mais esperado pelos marvelmaniacos: SPIDERMAN: WEB OF SHADOWS
US:Secret Invasion
Se o assunto é fora da Terra, então, é ela quem deve-se chamar!
US: X-Men por Ellis
NOVA fase de Astonishing X-men por Ellis e Bianchi. E muitas mudanças na vida dos mutantes com a saga MANIFEST DESTINY
US: Marvel Apes
Já imaginou o que aconteceria se os Macacos dominassem o mundo hoje? E se fosse o universo Marvel??
Reedição: A Queda
O primeiro dia do resto da vida dos Vingadores começa aqui. Brian Michael Bendis e David Finch inauguram um novo estágio do Universo Marvel, destruindo os heróis mais poderosos da Terra.
Para aqueles que leram as mais recentes notícias sobre o futuro sobrio da Marvel após a Invasão Secreta, denominado de Dark Reign, não há nenhuma novidade sobre o projeto que Brian Michael Bendis esta desenvolvendo com Mike Deodato Jr. E eis que finalmente foi revelada a primeira capa com estarrecedoras informações... Confira!
Isso mesmo! Iron Patriot que ainda tem identidade incerta ao lado de Wolverine, Homem-Aranha, Miss Marvel e Gavião Arqueiro... ou de desconhecidos personagens usando uniformes similares aos antigos usados por eles. Seriam cópias? Ou uma retomada retrô? Ainda continuamos na escuridão...
As imagens foram fornecidas por Janúncio Neto, que coordena o Devianart de Deodato Jr e é atualmente colaborador do nosso site.
First Avenger: Captain America, na Caça por Roteiristas
Depois de noticiarmos a escolha do diretor de First Avenger: Captain America, longa metragem que pretende contar a origem e aventuras do Capitão América na Segunda Guerra Mundial, cuja previsão de lançamento é quase simultânea à do filme dos Vingadores, a procura por roteiristas parece se aproximar do final. Os nomes mais cotados são da dula Christopher Markus e Stephen McFeely.
Markus e McFeely roteirizaram a adaptação do romance "As Crônicas de Nárnia", tanto no primeiro ("O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa") e o segundo ("O Príncipe Cáspio"). Além disso, foram responsáveis pelo roteiro de "A Vida e Morte de Peter Sellers", produção do canal a cabo HBO, estrelada por Geoffrey Rush, que conta a história do comediante, famoso principalmente por encarnar o Inspetor Clouseau, d'A Pantera Cor-de-Rosa.
O filme, que tem estréia prevista para maio de 2011, faz parte do grande projeto da Marvel em "preparar terreno" para o filme dos Vingadores, e já conta com a direção de Joe Johnston e está sendo produzido por Kevin Feige, da Marvel Studios. Assim que a participação da dupla de roteiristas for confirmada, noticiaremos aqui no site.
Confirmado Roteirista de X-Men: First Class, o Filme
A revista X-Men: First Class, iniciada nos EUA como uma mini-série - publicada aqui em X-Men Anual 2 -, e cujo sucesso fez com que se tornasse mensal - parte do material pode ser visto em X-Men Anual 3, vai mesmo virar filme. A idéia dos executivos da 20th Century Fox ganhou corpo a partir do momento em que foi definido o roteirista para a produção: Josh Schwartz.
Schwartz, que se recusou a assumir também a direção, é criador das séries Gossip Girl, The O.C. e Chuck, exibidos no Brasil pelo canal a cabo WBTV, foi chamado justamente por ser autor de séries consideradas mais voltadas para o público adolescente, ou "jovem adulto". E o clima de X-Men: First Class, em que são contadas histórias das primeiras missões e do treinamento da equipe mutante original (Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo)é justamente esse.
A idéia é utilizar personagens já trabalhados na franquia, mesclando-os a outros que só fizeram figuração, focalizando justamente na dinâmica de aprendizagem vivida dentro do Instituto Xavier. Por isso, devemos esperar personagens como Homem de Gelo, Vampira, Anjo, Colossus, Lince Negra e até mesmo Jubileu!
A produtora Lauren Shuler (que trabalhou na trilogia X-Men e está trabalhando em X-Men Origins: Wolverine) assume a produção de First Class com Simon Kiberg, de Sr. & Sra. Smith.
O cerco vai se fechando para um momento crucial na vida dos mutantes que restaram no planeta Terra. Uma das convulsões de um povo que se vê em vias de extinção se encarna na esperança fanática de uma profecia que eleva todo a raça à uma posição de ascendência sobre o planeta. Sob as ordens do bizarro Masque, os Morlocks representam atualmente essa posição extremista. Cabe a um grupo improvisado de X-Men impedir suas ações, ao mesmo tempo em que uma figura mutante, outrora inspiradora, ressurge em meio a esse momento de caos.
Em X-Men 81, Tempestade, Apache e Hepzibah vão aos túneis dos Morlocks, junto com Caliban, em busca de respostas sobre o ataque que este sofreu. Lá, descobrem parte das profecias que guiaram tais ações, surpreendendo-se que eles mesmos têm seus nomes citados nas escrituras, que preconizam algo terrível. Liderados por Masque, os morlocks atacam um trem do metrô de Nova York, em seguida deformando todos os seus ocupantes. Ao mesmo tempo, Xavier – depois de, sem muito sucesso, tentar convencer Val Cooper de que a UNI não pode interferir em assuntos mutantes – convoca Noturno e vai em busca de Magneto, acreditando que ele não morreu em seu último encontro com o Coletivo.
Já na edição 82 de X-Men, a repercussão do ataque no metrô gera um princípio de reação anti-mutante da imprensa, aumentado pela divulgação das palavras de Masque pela internet, preocupando mais ainda os X-Men. O quarteto que investiga diretamente o caso se utiliza aos recursos Quarteto Fantástico, enquanto Xavier e Noturno rastreiam os passos de Magneto, identificando sua presença próxima ao túmulo de um de seus ex-aliados, Percy Fellows, morto depois do dia M. Depois de uma dura discussão sobre suas ações, os morlocks são atacados por agentes da SHIELD, assassinando todos. Além dos corpos, os X-Men encontram Skids sob escombros, desacordada. Acabam, então, sendo atacados por um sentinela da UNI, até que, interrompendo a ação, a outrora desacordada Skids se apresenta como agente infiltrada da SHIELD.
Na edição 83, desse mês de novembro, vemos Tempestade agradecer a intervenção de Skids, enquanto ouve a explicação de que, com a dizimação, os morlocks sem poderes não conseguiam mais ver significado em suas vidas, redirecionando tudo para a formação da seita cujo líder é Masque. Ororo lembra que já perdeu os poderes (retirados artificialmente por Forge, em mil novecentos e Claremont não era gagá), mas que nunca cogitou tal atitude. Skids fala que tiveram um “empurrãozinho”.
A Morlock Qwerty, cujos poderes de prever todas os futuros possíveis a partir de ações no presente a paralisava, quando previu o dia M, resolveu anotar tudo sobre suas conseqüências. Os mesmos que os X-Men encontraram gravados nas paredes dos túneis.As informações são transmitidas a Xavier, que acredita que resolver essa questão é mais importante que continuar a procura por Erick, que já se está a par dos ataques e da seita.
Nos túneis, buscando rastrear os Morlocks, algo que parecia previsível pelas últimas edições, acaba acelerado pelo confinamento que aquele local proporciona. Hepzibah (que defendia uma punição severa da seita de Masque) e Apache chegam no limiar do início de uma relação amorosa, sendo apenas interrompidos por um ataque repentino dos Morlocks.
Atacando inconseqüentemente, Hepzibah é salva por Apache, que, recuando, prefere uma abordagem mais cerebral. E pretende usar o capturado Sanguessuga em seu plano.
Skids, Caliban e Ororo chegam em outro local dos túneis, Lindisfarne, onde se reúnem morlocks sem poderes, que preferem levar adianta as profecias de Qwerty de forma pacífica. Reconhecendo sua ex-líder em Tempestade, recebem-nos amigavelmente. Sua líder, Délfi, reproduz esse discurso pacifista, apresentando-se como aquela que registrou os escritos em um livro, crendo na maravilha de suas previsões.
Apache e Hepzibah realizam seu ataque planejado, mas, como vem acontecendo, Masque cria nas profecias, acertando novamente o exato momento dos acontecimentos. Ele foge com Sanguessuga, enquanto os outros Morlocks são derrotados. James se aproxima e pensa ter salvado o menino, mas era Masque transformado por seus próprios poderes. Apache cai na armadilha, e é deformado com os humanos no metrô. Tudo sai como os Morlocks planejaram depois que Hepzibah é também derrubada.
Raivoso, Masque direciona toda sua cólera para propostas pacifistas para recuperar os mutantes, repudiando os X-Men e os seguidores de Délfi. Até mesmo Torpor se sente incomodada com tamanha agressividade, sendo prontamente ameaçada pelo mutante que transmuta a carne com as mãos. Porém, seguindo à risca as profecias, restaura a aparência de Apache e manda os outros prepararem as bombas.
Em Lindisfarne, Délfi se diz feliz pela presença de Ororo, pois aquilo confirma mais uma etapa da profecia, em que a X-Man assumiria o papel de testemunha do “fim”, que todos ali deveriam aceitar pacificamente. Talvez “passivo” seja mais explicativo do que pacífico, já que Délfi sabia das bombas, e aceita o que crê ser seu destino, enquanto uma detonação coloca o templo abaixo.
Sentindo o abalo de sua pupila à distância, Xavier sabe que algo de ruim aconteceu. Enquanto isso, Tempestade mais uma vez é confrontada com sua claustrofobia, soterrada sob os escombros de Lindisfarne.
A história se encaminha para o fim no mês que vem, que precederá uma saga mutante que reunirá não só os X-Men, mas os principais protagonistas do Universo X.
« Jøåø »
PS.: Não dá para ignorar a bola fora dessa edição. Trocou-se o “conclui na próxima edição” dessa história com “fim” de Espécie em Extinção.
Quem é assinante de TV a cabo em que o pacote inclui o canal Jetix aqui no Brasil teve o privilégio único de poder assistir, antes de qualquer outro país no mundo, o novo desenho dos mutantes mais famosos da Marvel - Wolverine and The X-men. Críticas à parte quanto à dublagem, a aceitação da nova animação foi boa, e agora é a vez dos americanos se prepararem para ver a sua versão. Veja mais um trailer e um mini video dos bastidores com depoimentos dos dubladores do desenho a seguir.
Terceiro Trailer
Going in Scene: Wolverine and The X-men
Aguarde, para muito breve, um novo Em Foco com o pessoal da 616 falando sobre essa nova animação.
O final de Um Dia a mais foi, sem dúvida, a mais polêmica história do Homem-Aranha em toda sua carreira. Agora, o casamento de Peter Parker e Mary Jane foi revertido e nunca aconteceu, assim como a identidade exposta do herói, que voltou a ser secreta. Quer gostemos ou não, a partir de Homem-Aranha nº83, Um Novo dia começa para o aracnídeo.
É 5 de maio, e Peter está animado. Não só por ser aniversário de sua tia, May Parker, mas porque ele fez tudo certo dessa vez. Até mesmo comprar um bolo de limão na padaria que ela mais gosta.
Esse tempo para fazer as coisas, provavelmente, deve-se ao fato do rapaz não ter agido como Homem-Aranha com freqüência nos últimos tempos. Afinal de contas, com a grande maioria dos heróis registrados, pouco sobrou para um vigilante ilegal fazer nas ruas da cidade. Mesmo seus inimigos recorrentes, não aparecem mais.
É claro que o sossego não poderia durar. O sentido de Aranha dispara, anunciando um perigo em alta velocidade.
O motorista se identifica como Turbo, correndo tão depressa que poderia colocar vidas em risco. Embora a polícia esteja no encalço do sujeito, Parker deixa o bolo da tia em segurança e, rapidamente, se transforma em Homem-Aranha.
Dentro do carro, Turbo conversa com alguém chamado Senhor Negativo. O apressado vilão assaltou o museu e levava um artefato ao seu chefe. Mas o Aranha se intromete, arrancando o teto do veículo. E o que ele vê o surpreende bastante.
Um vilão que coleciona vários objetos com o Aranha como tema, chegando ao ponto de pedir autográfo. Um verdadeiro fã nº1.
Temos dois pequenos interlúdios, o primeiro no Clarim Diário, onde o eterno ranzinza J.Jonah Jameson lamenta a baixa circulação do jornal. Chegando ao ponto de ficar feliz com a volta do Aranha, afinal, sua ameaça favorita estava de volta. Já no Bar sem Nome, vários vilões, alguns de quinta, apostam se o herói venceria ou não seu adversário novato. Sob a coordenação do Agenciador.
De volta para a luta, um carro acaba atingido e está prestes a esmagar a multidão, mas uma providencial ajuda surge de repente.
É a nova heroína da Iniciativa, chamada de Loteria. Uma bela ruiva de olhos verdes que providencia ajuda para a população, permitindo ao Aranha alcançar o Turbo e prendê-lo, com a ajuda de dois policiais.
O vilão, claro, pede para ficar com o bilhete deixado pelo herói como recordação. Infelizmente, ele acaba perdendo o aniversário de sua tia, que resolveu sair com suas amigas. Quando a senhora chega em casa, encontra o sobrinho dormindo ao lado do bolo e chega à uma conclusão: seu sobrinho não cresceu e gostaria que ele fosse mais responsável.
Antes de prosseguirmos com o Aranha, temos três pequenas histórias que, talvez, tenham importância no futuro. Primeiro, temos a bela Loteria perseguindo um caminhão blindado que havia sido roubado, mas se encontrava sem motorista. No abrigo onde trabalha como voluntária, May ajuda um sujeito viciado conhecido como "Doidão". A senhora consegue protegê-lo de um criminoso, mas será que ele merecia essa proteção? Suas intenções de roubar os donativos do lugar provam que não.
Já Harry Osborn conversa com o pai de sua namorada, o promotor Bill Hollister. Ele se preocupa que o interesse e financiamento de Harry em sua campanha para prefeito tenha vindo antes que o interesse em sua filha, Lily. Tanto que diz para o jovem nunca pedir-lhe favores políticos.
Prosseguimos então com Peter Parker, que está em uma boate, no maior amasso com uma moça. Quem seria ela e porque os dois estão juntos? Para conseguirmos a resposta, voltamos 24 horas no tempo, onde damos de cara com o Ladrão-Aranha. Um assaltante que têm aterrorizado a cidade, usando uma máscara igual a do herói.
O marginal gera debates até na Tv, com a presença de Jameson, muito semelhante ao que ocorria muito na fase Stan Lee. Enquanto isso, o jovem Parker procura trabalho, para poder sair da casa da tia e pagar o aluguel do apartamento que sua amiga Betty Brant lhe arrumou.
Infelizmente, ele é muito desorganizado com horários para ser professor. Não pode ser fotográfo de moda, pois parece que pendura a máquina em uma marquise. E, para assistente de laboratório, ele não tem experiência alguma. Sua vida não ficou mais fácil sem o Aranha, mas ele se anima com um convite de Harry para sair.
Em outra parte da cidade, um detetive corrupto entrega aos capangas do Sr.Negativo o artefato recuperado do carro de Turbo. Só que ele está para ser enganado, com os homens lhe negando o pagamento. Isso desagrada o Sr.Negativo, que elimina todos para dar o exemplo. E qual seria o artefato? Uma placa repleta de hieróglifos.
Voltamos então para a cena inicial, onde a moça que beijava Parker não passava de uma interesseira que pretendia ficar com qualquer um que fosse próximo de Harry Osborn. Peter, talvez presentindo as intenções dela, se afasta e chega até a fugir da boate pela janela. Do lado de fora, encontra Carlie, amiga de Lily, que já estava de saída, por não gostar de boates. Antes que algum clima possa surgir, eles são surpreendidos pelo Ladrão-Aranha.
Preocupado com a moça, Peter não reage e o sujeito acaba roubando um de seus lança-teias e sua carteira. O herói consegue colocar um rastreador no sujeito, seguindo-o. Mas resolve pegá-lo como civil, só para não ajudar Jameson a vender jornais. Isso de mostra um erro, que permite ao larápio se esconder em um abrigo que, por coincidência, é o mesmo onde May é voluntária.
A aparência de Peter é tão deplorável que o diretor do lugar, Martin Li, acha que o sobrinho de May é um sem-teto. Isso motiva o rapaz a ir ao Clarim Diário para cobrar por suas fotos, provocando uma discussão tão feia que o velho Jameson, preocupado com a situação financeira do jornal, sofre um ataque cardíaco.
Jameson é socorrido e Peter, a pedido de Robbie Robertson, decide correr atrás de fotos do Homem-Aranha o que, sabemos, significa agir como herói não-registrado pela cidade.
Ele decide começar com o Ladrão-Aranha, que se encontra em um bar, tentanto vender o resultado de seu "trabalho". No mesmo local, Bruno Karnelli reclama de não ter sido convocado para a reunião das famílias Maggia, os Manfredis e os Karnellis. Segundo ele, seria seu direito, uma vez que seu casamento uniu as famílias.
Boyle, verdadeiro nome do Ladrão-Aranha, não consegue vender o lançador, que é tomado por uma pulseira barata. O rapaz, mexendo no aparelho, acaba disparando um rastreador em Bruno e, em seguida, algumas teias. Claro que ele resolve ficar com o lançador, saindo do bar. No mesmo momento, Bruno Karnelli também se retira.
O Aranha se aproxima, achando estranho os dois sinais do rastreador e sem saber qual direção tomar. Porém, o sequesto de Karnelli o ajuda a tomar uma decisão.
No hospital, a esposa de Jonah, Marla Madison se entristece por, mais uma vez, o marido se consumir por suas obsessões. Assim, ela liga para seu advogado, colocando-se como representante legal do marido e autorizando a venda do Clarim para Charles Dexter Bennet.
O Aranha chega em Chinatown, bem no covil do Sr.Negativo. O vilão acredita que o herói o conhece e que, propositalmente, tentou atrapalhá-lo duas vezes, no caso do Turbo e agora. Ele então revela a placa, que é reconhecida pelo Aranha. Para quem não se lembra, o Cabelo de Prata usou o conhecimento de uma placa semelhante para rejuvesnecer, ainda na década de 60.
Só que Negativo afirma que essa é diferente, pois a outra era da vida, essa é da morte e entropia, que seria utilizada para criar um veneno chamado "o bafo do diabo". Parece que para sintetizar isso, precisam do sangue de Bruno. Peter destrói a placa, mas é óbvio que o vilão a transcreveu antes. Ele então deixa a escolha clássica ao herói: salvar Bruno, que terá todo seu sangue removido em instantes, ou segui-lo? Claro que Karnelli é salvo.
Enquanto isso, o Ladrão-Aranha utiliza o lançador de teia em seus assaltos e, finalmente, se dá conta que roubou o verdadeiro Aranha, animando-se com a possibilidade de descobrir a identidade secreta do herói.
Em Chinatown, Karnelli percebe que Negativo irá utilizar o veneno para matar sua família na reunião da Maggia. Lá, os mafiosos falam sobre o recente levante do Capuz, mas não se importam. Segundo eles, os vilões podem continuar roubando vibranium e máquinas do tempo, para que eles continuem com apostas, drogas e prostituição. Nesse instante, o Aranha chega ao local para avisá-los do perigo, sendo recebido a tiros. Logo, um estranho gás derruba todos no local, inclusive o aracnídeo, anunciando que o fim pode ter chegado.
Termina então a 1ª edição dessa nova realidade do Aranha. De cara, não gostei de muitas coisas. Primeiro, a necessidade constante de falar da Iniciativa e dos heróis registrados, como que querendo provar para todos que ainda é a realidade 616.
Depois, se a razão disso tudo é ser retrô, porque não trazer os vilões clássicos do personagem? Qual o motivo de criar um vilão fanboy e outro candidato à Rei do Crime? E qual a relevância de, aparentemente, transformar MJ em heroína mascarada?
Lily e Carlie como interesses amorosos do Peter, desculpe, mas soa tão forçado e artificial. E a história tem todo um clima dos anos 80, que eu achava ótimo e ainda acho, mas não estamos mais nessa década, não é verdade?
E, dentro da revista, tem uma página dupla com o status quo atual do personagem. Nem mesmo o Demolidor sabe a identidade do Peter. Então, como fica a clássica história A morte de Jean DeWolf? E se Gwen Stacy morreu pelas mãos do Duende Verde, mas esse não conhece a identidade do herói, como se explica?
Ah, desculpem, esqueci. É magia, não precisa explicar.
Eddie
P.S. nome do artigo oriundo do clássico filme de Christopher Reeve, uma vez que as histórias boas do Aranha ficaram no passado.
Sabemos bem que as eleições nos EUA já terminaram, com a vitória do candidato democrata Barack Obama, como foi noticiado massivamente nos últimos dias. Porém, um processo eleitoral ainda está correndo, e um de seus candidatos é o Homem de Ferro de Robert Downey Jr.
E o candidato é forte. Downey Jr recebeu o prêmio de "Entertainer of The Year 2008", algo como entretenedor (a palavra existe, eu pesquisei) do ano, por uma importante revista americana da área de... entretenimento (!!), a Entertainment Weekly, na sua edição mais recente. Depois de repetir essa palavra (entretenimento, de novo!) até ela perder o sentido, vale ressaltar que o ator que encarnou o Homem de Ferro nos cinemas no ano de 2008 teve seu trabalho muito exaltado, especialmente pela sua volta como protagonista de um filme de grande sucesso como Iron Man. Desbancou, nada mais, nada menos, pessoas como a comediante Tina Fey, a rede de relacionamentos Facebook, o grupo de rock-pop Coldplay, o longa-metragem Wall-E, a equipe e elenco de The Dark Knight, e até mesmo o nadador, recordista de medalhas em Pequim, Michael Phelps!
Porém, esse artigo é principalmente sobre o que Homem de Ferro ainda pode ganhar. A eleição de que falo é a do People's Choice Awards, premiação norte-americana em que quem escolhe os vencedores são os eleitores virtuais, que chega a sua 35ª edição. Entrando na página www.pcavote.com, existem diversas categorias em que você pode dar uma força para o longa metragem mais bem sucedido da Marvel. É só clicar em "vote now", digitar o código alfa-numérico e clicar submit.
Iron Man, do diretor John Favreau, concorre na categoria de "filme favorito" (Favorite Movie) e "filme de ação favorito" (Favorite Action Movie). Já Robert Downey Jr concorre em três categorias. "Ator favorito de cinema" (Favorite Male Movie Star), "ator favorito de ação" (Favorite Male Action Star) e "superherói favorito" (Favorite Superhero). Você pode votar uma vez a cada 24 horas. Então, "dedos à obra" para prestigiar ainda mais o excelente "Homem de Ferro".
Robert Downey Jr, que estrelará Iron Man 2 em 2010, pode sair como um dos mais prestigiados atores desse ano no próximo People's Choice Awards, e você pode ajudá-lo. Quando os resultados forem divulgados, traremos a notícia para cá.
Artistas brasileiros não são raridade nas HQs de super-heróis das maiores empresas de quadrinhos da atualidade. Inclusive da Marvel. Contudo, há anos um nome já se destacava em títulos de ponta. Unindo qualidade quase indiscutível e um estilo marcante, um paraibano se destaca, ainda hoje, como um dos principais representantes brasileiros no mundo dos quadrinhos. Começando em pequenas editoras, despontou para não mais sair de grandes trabalhos. É com honra e muito orgulho que voltamos com nossa seção de entrevistas com ninguém menos que Mike Deodato Junior.
Olá, Deodato! Antes de mais nada, gostaríamos de agradecer por nos conceder um pouco do seu tempo e aceitar nosso convite. Vamos tentar nos conter e não exagerar no número de perguntas, apesar das muitas curiosidades sobre seu trabalho.
Deodato: Sem problema, podem mandar brasa.:)
Cammy: Para começar, fale um pouco do comecinho da sua carreira. Seus primeiros trabalhos e como chegaram as propostas para as grandes editoras de quadrinhos como Marvel e DC?
Deodato: Bom, comecei fazendo fanzines na década de 80, depois ralei por dez anos tentando viver de quadrinho no Brasil. Até que em 91 recebi uma proposta de fazer Santa Claws para editora americana Malibu. Daí passei um bom tempo ralando em editoras pequenas americanas, até que ouvi falar que a DC estava sem um desenhista pra Wonder Woman. Fiz duas páginas de amostra e fui contratado na hora. Daí em diante a coisa engrenou de vez.
Wonder Woman, por Mike Deodato Jr
Coveiro: Você e muitos outros artistas brasileiros começaram numa época bem peculiar, quando a Marvel perdeu grandes nomes da Indústria e a Image nasceu. Assim, vocês assumiram alguns carros-chefes como X-men, Hulk e outros títulos. Que tipos de pressões, em termos de prazo ou evolução criativa, vocês sofriam?
Deodato: Do jeito que você pergunta, fica a impressão de que o artista Brasileiro só conseguiu trabalho por que a Marvel tinha perdido grandes nomes, e assim "sobrou" espaço, o que não é verdade. Conseguimos nosso espaço por causa de nosso talento e profissionalismo. Não posso falar pelos outros quanto à pressão, mas era a mesma de sempre: em quadrinho você tem que fazer uma revista por mês, no mínimo. São 22 páginas por mês, mais a capa. E com qualidade. Eu, como era mais jovem e cheio de energia, cheguei a fazer 4 títulos por mês, o que terminou sendo ruim para minha arte no final.
Eddie: Você já trabalhou tanto para a Marvel como para a DC. Quais são as diferenças básicas entre as duas maiores editoras de HQs? Quais as vantagens e desvantagens?
Deodato: Acho a Marvel mais solta, e a DC mais burocrática. A impressão que tenho é de que a Marvel toma decisões mais rápido e baseadas primordialmente nas opiniões do artista e do escritor, enquanto que a DC dá prioridade às suas propriedades, os personagens. Mas enfim, é só minha opinião.
Capa de Wolverine: Origins #28, título atual de Deodato na Marvel
Coveiro: Vou levantar uma questão polêmica, que recentemente foi requentada em fóruns e sites especializados. Sabe-se que, nos anos 90, alguns desenhistas brasileiros menos conhecidos acabaram tendo seus trabalhos publicados com assinaturas de nomes já consagrados. É um assunto bastante criticado, mas que poucas pessoas acabam sabendo de fato como e porquê isso aconteceu. Seria possível você nos falar um pouco sobre isso e esclarecer essa questão?
Deodato: Havia uma demanda enorme por trabalhos meus, e alguns desenhistas brasileiros sem trabalho suficiente. Então meu agente teve a idéia de fazermos um estúdio para atender esta demanda. As histórias deveriam ser creditadas como Deodato Studio (porque segundo os editores isto atrairia mais leitores), e seriam também creditados os artistas que trabalharam na história que estivesse sendo publicada. Até aí tudo bem, todo mundo saía satisfeito. O problema começou quando alguns editores desonestos, com o intuito de faturar mais, não colocavam os nomes dos outros. Colocavam só meu nome, sem dizer que era o Deodato Studio, e chegaram ao cúmulo de apagar a assinatura de alguns desenhistas, colando a minha por cima.
Coveiro: O começo de sua nova fase, em que mudou um pouco o estilo de desenho, é marcada pelas histórias do Hulk por Bruce Jones, que tinha uma narrativa muito mais sombria. Foi inspirado nos roteiros dele que você decidiu desenvolver seus desenhos com um clima mais realista e obscuro? Ou você já tinha decidido modificar seu traço antes?
Deodato: Na verdade esse estilo começou a partir de uma história do Noturno que fiz para revista X-Men Unlimited.
Noturno em X-Men Unlimited v1 #32
João: Como você avalia sua evolução artística desde que entrou no mercado de quadrinhos para valer? O que modificou na sua arte, e que tipo de recursos deixou de usar mas gostaria de resgatar em algum momento?
Deodato: Basicamente aprendi mais sobre storytelling. Aprendi que devo servir à história e não o contrário. Ainda tenho muito o que aprender, e acho esse processo fascinante e instigante. Gosto de descobrir novas maneiras de trabalhar minha arte, e por isso estou constantemente estudando, tentando melhorar. No futuro gostaria de tentar algo mais solto.
Eddie: Você utiliza muitas referências fotográficas em suas histórias, coisa que muito desenhista faz. Entretanto, alguns acabam ficando com o desenho meio estático, sem muito movimento. Como você consegue usar essas referências e ainda manter ritmo nas histórias? E muitas vezes você escolhe rostos famosos para os personagens (Por exemplo, Norman Osborn como Tommy Lee Jones em Thunderbolts). De que forma você seleciona que rostos combinam com determinados personagens?
Deodato: Procuro me manter fiel à idéia original do layout que fiz para a página. Tento manter a energia que estava lá, e acho que funciona. Quanto aos atores que homenageio em minhas histórias, isso vai desde ele ou ela se parecerem com o personagem, até terem um rosto marcante em termos de expressão.
Norman "Tommy Lee Jones" Osborn em Thunderbolts #110
Coveiro: Falando em Thunderbolts, essas doze edições que você desenhou, para mim, já são clássicas, e merecem um encadernado especial por aqui. Por sinal, essa é segunda vez que você trabalha com o Ellis depois de um tempo com Thor. Foi a pedido dele que você foi chamado para o título? Como foi, para você, o retorno da parceria?
Deodato: Meu editor, Tom Brevoort me disse que foi o próprio Ellis que me solicitou para o título, o que me lisonjeou muito. Ellis é muito talentoso, e eu sempre citava nossa parceria em Thor entre os meus melhores trabalhos. Para mim, foi muito estimulante este retorno. É impressionante como uma boa história pode influenciar na qualidade do trabalho do desenhista.
A nova formação dos Thunderbolts, por Ellis & Deodato
João: Em sua opinião, como as indicações do roteirista devem ser acatadas ou interpretadas pelo ilustrador? Em outras palavras, o quanto um artista interfere no trabalho final de uma história? Quem predomina nessa relação?
Deodato: Quando eu acrescento ou retiro algo é sempre pensando em contar melhor a história que recebi do escritor. Então, em princípio, não tem essa de quem predomina, porque nós dois buscamos um mesmo objetivo. Em um número recente de Wolverine, o roteiro dizia em certo ponto que Wolverine deveria tomar a arma do bandido e atirar nos outro usando-o como escudo. Decidi acrescentar que ele tomaria a arma cortando o braço do bandido fora, pois achei que esta seria a maneira que Wolverine agiria. De qualquer maneira, sempre envio antes os meus layouts para o editor aprovar, então todos saem satisfeitos.
Eddie: Você foi o desenhista de "Pecados Pretéritos", uma das mais polêmicas histórias do Homem-Aranha (*arco referente aos filhos de Gwen Stacy e Norman Osborn). Como foi, para você, desenhar algo que obviamente causaria muito rebuliço entre os fãs? E Já aconteceu alguma vez de você desenhar uma história que, na sua opinião, não era boa?
Deodato: Se a história é boa, não sinto problema algum, por mais polêmica que seja. Já desenhei muita história ruim, e é terrível. É como nadar contra a maré. Por mais que você se esforce, sabe que não vai adiantar. Você não consegue salvar aquele desastre.
Homem-Aranha por Mike Deodato
João: De uma forma geral, o que você acha de artistas atuais da Marvel (como Leinil Yu, Humberto Ramos, Howard Chaykin) serem muitas vezes mal recebidos por alguns leitores por apresentarem desenhos bem estilizados, "fora do comum"?
Deodato: Gosto de desenhos estilizados também. Eduardo Risso, que fez uma mini de Wolverine recentemente para Marvel, para você ter uma idéia, é simplesmente brilhante. Seu domínio do claro escuro e design é de babar.
Eddie: Mark Waid disse certa vez que não teria topado escrever uma mini para o Deadpool, se soubesse o canalha que ele era. Scott Lobdell não quis escrever Elektra, pois se tratava da história de uma assassina. Você desenhou a revista mensal dela e desenhou os Thunderbolts. Como você enxerga essa questão de moralidade dentro das histórias? Afinal, os papéis de mocinho e bandido, antes tão claros, tornaram-se mais difíceis de definir nos dias de hoje?
Deodato: Eu na verdade gosto disso. Adoraria desenhar Preacher, por exemplo.. Nunca vi tanta gente ruim reunida em uma única série. :)
Coveiro: Por entrevistas passadas, chega a ser inevitável saber que você curte bastante histórias de Terror e desenhar monstros. Percebi que recentemente você acabou se encaixando em duas histórias avulsas com essas criaturas sombrias, além de capas da nova série da Marvel Zombies (ainda inéditas no Brasil). Foi sorte ou você deu um jeitinho para ser convocado para elas? Por sinal, tem algum personagem nesse estilo que você "mataria" para poder assumir um título? Werewolf by Night, por exemplo?
Deodato: Eu deixei bem claro para Marvel o que eu gostaria de fazer e fui atendido. A Marvel me trata muito bem. Já fiz lobisomens suficientes pra matar minha vontade, mas o título de terror que adoraria fazer seria um com o Homem-Coisa.
Detalhe da arte da one-shot Wolverine: Roar (ainda inédita no Brasil)
Cammy: Quando criança sua temática preferida sempre foi super-heróis quando desenhava? Você possui alguma relíquia dessas ainda guardada?
Deodato: Sempre foi, sim. Tenho todos os meus gibis antigos. Meus favoritos são os Defensores, pela Bloch.
Eddie: Falando na questão de heróis, como você enxergou a Guerra Civil, morte do Capitão América, e as eventuais mudanças na Marvel? E, afinal, de que lado o Deodato estava?
Deodato: Do lado do Capitão, claro!! :) Ainda quero desenhar ele algum dia.
João: Você trabalhou com Brian Michael Bendis no arco The Collective, em Novos Vingadores, e essa dupla será reeditada em breve. Poderia falar um pouco como é a dinâmica de trabalho com ele, que atualmente é um dos principais roteiristas da Marvel?
Deodato: Ele me ligou no dia em que aceitei fazer a revista, mas só que o sotaque dele é muito carregado, e a comunicação foi um pouco difícil. Mas por e-mail é beleza. Nos damos muito bem, ele é bem pra cima e gosta de ouvir opiniões.
Novos Vingadores: O Coletivo
Eddie: Aqui no Brasil, muitas vezes parece que só emplacam quadrinhos infantis. Você consegue visualizar super-heróis nacionais com boas vendagens ou isso seria muito fora do nosso contexto? Ainda nesse tema, que tipo de temática, além dos já citados infantis, poderiam dar certo no Brasil?
Deodato: Não acho que super-herói seja a nossa praia. Temos que buscar temas nossos. Talvez o modelo Europeu seja um melhor exemplo à ser seguido do que o Americano.
Cammy: Acha que já chegou onde sempre quis ou ainda almeja outros tipos de trabalho? Uma criação própria, por exemplo? Já considerou investir nisso no Brasil ou lá fora?
Deodato: Tenho um projeto pessoal engavetado que pretendo discutir com a Marvel da publicação em um futuro próximo.
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Para terminarmos, selecionamos dez perguntas das dezenas enviadas por nossos leitores:
"Quais foram suas influências no início de sua carreira, e quais são suas influências atualmente?"
Fred Gomes – Fortaleza, Ceará
Deodato: A minha base vem de Neal Adams, Dick Giordano, Will Eisner e Frank Frazetta. Atualmente não tenho influências marcantes, mas admiro os trabalhos de muita gente, como Eduardo Risso, Frank Quitely, Mathias Schultteiss (acho que é assim que se escreve) <nota do editor: Quase certo. É Schulteiss>, Ivo Millazzo, Guardino e muitos outros.
Thor, por Ellis & Deodato
"Deodato, em que momento da sua carreira como desenhista de quadrinhos você começou a perceber a importância da narrativa como um elemento essencial a ser trabalhado, e que fator foi mais importante para que chegasse a essa conclusão? Além disso, quais elementos você indicaria como os principais a serem estudados pela galera que está começando, visando a formação de bons desenhistas de quadrinhos? Uma 'mini-bibliografia' seria muito bem vinda. Um abraço e sucesso!"
Vinícius Rucci – Estudante de Licenciatura em Educação Artística da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e um dos organizadores da III Semana de Quadrinhos da UFRJ
Deodato: Comecei tardiamente a ter consciência plena da importância da narrativa em minha arte. Acho que foi na minha segunda temporada em Hulk que isto se cristalizou. Entre os elementos principais, eu destacaria a narrativa, a linguagem corporal e expressões faciais, e o uso de luz e sombra. Para se aprender quadrinho, recomendo os de Eisner, Mcloud e Hogart.
"Se você tivesse que escolher apenas um personagem para desenhar pelo resto da vida, qual seria e por quê?"
Julia Blunck – Niterói, Rio de Janeiro
Deodato: Hmmm, eu criaria um personagem que vivesse sendo jogado em universos diferentes, assim eu sempre teria algo novo pra desenhar e nunca ficaria entediado. :)
"Como foi desenhar a cena de canibalismo em que o Venom come o braço do Aranha de Aço? Trabalhar com personagens 'menos relevantes' no Universo Marvel, como os Thunderbolts, dá mais liberdade para a equipe criativa?"
Igor Mello – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Deodato: É bom poder desenhar algo incomum de vez em quando, e trabalhando com Ellis isso se torna uma coisa normal. O cara é um maníaco! ( risos ) Prefiro trabalhar com personagens mais relevantes, porque são os que eu cresci lendo e admirando, mas também gosto de um desafio, e fazer personagens menos relevantes parecerem maiores do que são também me estimula.
Venom faz um "lanchinho" em Thunderbolts #115
"Como foi trabalhar com um dos artistas mais polêmicos da Indústria dos Quadrinhos, Rob Liefeld, desenhando a heroína Glory?? Como foi fazer parte da revolução que foi a Image naquela época?? Abraço de um grande e antigo fã".
Daniel Bandana – Marília, São Paulo
Deodato: Aquela época foi muito divertida, porque estava finalmente vivendo daquilo que mais gostava, e desenhando personagens diferentes e estimulantes. No final, tive que processar o rapaz "pôlemico" para tentar receber o que ele me devia, mas isso não tira o gosto bom daqueles tempos.
Capa de Glory #2
"Vi que você utilizou uma referência do Brasil numa HQ (Jô Soares, na edição 110 dos Thunderbolts). Existe alguma restrição da Marvel quanto ao uso dessas pequenas referências ao Brasil, ou eles vêem como uma forma de interação com leitores de outra parte do mundo?"
Fábio Campos (Colaborador do site) – Sorocaba, São Paulo
Deodato: Eles na verdade não apoiam esta prática, pois têm medo de algum processo pela frente, então recomendam cautela. De minha parte, eu faço isto como uma homenagem.
"Jô Soares" em Thunderbolts #110
"Deodato, quando seu contrato com a Marvel terminar, você aceitaria voltar a trabalhar na DC? Com quais personagem e roteirista você gostaria de trabalhar?"
Denis Pilloto (Colaborador do site) – São Caetano do Sul, São Paulo
Deodato: Como estou muito bem na Marvel, é bem provável que volte a assinar com eles. Mas só vou começar a negociar meu novo contrato no próximo ano, então vai depender das propostas que vou receber de ambos. Na DC gostaria de desenhar Batman, Superman, Wonder- Woman, Preacher e Monstro do Pântano. Os roteiros podiam ficar com Miller, Gaiman, Morrison, Ennis ou Jones. Turminha fraca essa, hein. :)
"Primeiro de tudo, meus parabéns por se manter fiel ao seu trabalho, deixando seu traço característico como uma marca registrada por onde quer que passe. Gostaria de saber o que mudou para melhor, e pior, em sua relação de trabalho com a indústria americana de quadrinhos, desde que começou até os dias de hoje."
Jeferson Vasconcellos (Colaborador do site) – Cabo Frio, Rio de Janeiro
Deodato: Para melhor foi o fato de eu aprender inglês e passar a tomar conta de minha própria carreira, ao invés de deixar isso para meus agentes. Fez uma enorme diferença. Para pior, acho que nada. Aquele sentimento de quando a gente começa faz falta, mas é como a própria juventude, é uma coisa que só acontece uma vez e é pra ser guardado como uma boa lembrança.
"Levando em consideração que alguns desenhistas recebem carta branca para criar artes conceituais e modificar a aparência de personagens clássicos das editoras, como aconteceu com os uniformes do Homem-Aranha, visual do Luke Cage, etc, se você pudesse fazer um upgrade na aparência dos personagens da Marvel e/ou da DC, quais seriam os personagens e quais seriam as modificações?"
Adams Rebouças – autor dos quadrinhos online gratuitos "MutunaZ" – Fortaleza, Ceará
Deodato: Rapaz, eu não mexeria em nenhum. Sou muito ruim pra criar uniforme. Deixaria essa tarefa pra gente mais competente que eu. :)
Deodato faz uma Mulher-Hulk "clássica" na capa de She-Hulk v2 #23
"Comparado a outros países, o Brasil consome quadrinhos em menor quantidade. Isso, a seu ver, seria por questões culturais e falta de incentivo à leitura e arte, ou ao valor salgado desse material no mercado? Você acha que seria possível uma expansão futura do mercado nacional, de maneira que um autor pudesse viver exclusivamente de seu trabalho autoral, talvez até mesmo exportando esse material?"
Márcio Lacerda – Vila Velha, Espírito Santo
Deodato: Gostaria saber, Márcio. Eu mesmo tentei viver de quadrinhos no Brasil por dez anos, sem conseguir... Talvez criadores que tiveram sucesso nisto, como Maurício <de Souza> ou Ziraldo tenham a resposta.
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Bem, Deodato, chegamos ao final da nossa entrevista. Mais uma vez muitíssimo obrigado pela sua disposição em responder a todas as nossas questões. Acho que é desnecessário dizer o quanto admiramos seu trabalho, e ficamos honrados de ter a oportunidade de trocar idéias com um dos grandes nomes da indústria de quadrinhos. Desejamos muito sucesso em seus novos trabalhos em 2009.
Deodato: O prazer foi meu, pessoal. Sucesso para vocês também!
Gostaríamos de agradecer ao Mike Deodato Jr. (e ao contato fornecido pelo Janúncio Neto, do Estúdio Made in PB) por conceder o privilégio dessa entrevista, na qual demonstrou algumas de suas curiosidades como desenhista, em respostas francas (até mesmo com assuntos polêmicos), esclarecedoras e divertidas. Esperamos que os leitores do 616 tenham gostado. Em breve, não deixem de conferir novidades sobre os trabalhos do Deodato, ainda inéditos nos EUA, aqui mesmo no site. Um grande abraço a todos, e até a próxima.
Como informamos anteriormente, no começo deste mês, João Pessoa, capital do estado da Paraíba, sediou um importante evento na área de Quadrinhos. Foi a primeira feira do tipo no estado, a HQPB, que contou com a ilustre presença de Mike Deodato Jr, Jack Herbert, e tantos outros desenhistas paraibanos membros do Estúdio Made in PB. Então, para elucidar o resultado final do evento, convidamos Janúncio Neto, um dos organizadores e colaborador do site. Portanto, a palavra é dele:
"A feira se iniciou no horário previsto 09:00 da manhã do dia 1º de Novembro. Estavam presentes na feira os estandes de Deborah Lugo (Escultora especializada na produção de peças de Biscuit), Liliam Ribeiro (que produz camisetas com estampas artesanais com temas relacionados a quadrinhos e animes entre outros temas), da loja Espaço HQ (loja especializada em quadrinhos antigos de propriedade de Rogério Pontes), outra loja especializada em quadrinhos especialmente mangás foi a Mastery Game & Anime Store (sediada em Campina Grande (PB) e de propriedade de Harley Jorge e André Barbosa)."
Lílian Ribeiro que produz estas camisetas que aparecem na foto & Deborah Lugo e suas belas esculturas em Biscuit
"Outra atração do evento foi à exposição de Action Figures e Dragões (que contou com a ajuda do acervo de alguns colecionadores locais, principalmente da coleção de Márcio Albuquerque, que tem como temas principais de sua coleção, dragões e dinossauros), com toda certeza muitas pessoas ficaram impressionadas com o que viram."
"O Estúdio Made in PB em parceria com a gráfica Grafset, produziu uma série de 6 Sketch Cards e 2 cartões postais, que foram distribuídos a todos os freqüentadores da feira. O evento também contou com o apoio da Sociedade Filatélica e Numismática de João Pessoa e da Fundação Espaço Cultural (FUNESC)."
Jornal da Paraíba - HQPB foi capa do caderno de cultural no dia do evento
"O evento teve um público muito bom, levando em consideração o pouco tempo de divulgação (nesse quesito gostaríamos de agradecer o grande apoio dado pelo Universo Marvel 616, que foi extremamente atencioso para com o evento). Contou com a presença de 3 equipes de emissoras locais, que vieram fazer a cobertura e realizar entrevistas com o público e alguns organizadores."
Reportagem local
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"O ponto alto da feira foi a chegada dos convidados da primeira edição, Jackson “Jack” Herbert chegou por volta das 15:00 horas e Mike Deodato Jr. as 17:00 horas, dando início a disputada sessão de autógrafos e sessão de desenho para o público."
Mike Deodato Jr desenhando um Noturno e ao lado do vencedor da rifa do desenho do Hulk, mostrado anteriormente num vídeo aqui.
"Tanto Jackson quanto Deodato foram extremamente atencioso com todos os visitantes da feira, concretizando o desejo de muitos fãs ávidos por autógrafos e os cobiçadíssimos sketchs. Além dos dois talentosos profissionais dos quadrinhos, membros do Estúdio Made in PB como Izaac Ramon, João Mário e Franciélio Alves também produziram ilustrações para os participantes da feira."
Jackson Herbert, da Dynamite Comics, desenhando Wolverine na HQPB
"A feira cumpriu seu objetivo e entre erros e acertos todos os envolvidos na sua produção concluíram que existe muito a ser feito para as próximas edições do HQPB, porém a avaliação positiva de todos que vieram prestigiar o evento só demonstra que o caminho escolhido foi acertado desde o início."
Na ordem, Jackson Hebert (Dynamite Comics), Fraciélio Alves (atualmente professor do curso de desenho do Estúdio Made in PB) e Mike Deodato Jr. (Marvel Comics)
"Dia 6 de Dezembro é a data prevista para o próximo HQPB e já estamos iniciando as reuniões sobre o que poderemos trazer ao público na próxima edição. Portanto queremos poder contar novamente com a presença de todos e com o essencial apoio do Universo Marvel 616.
Um abraço e nossos sinceros agradecimentos."
Januncio Neto e Estúdio Made in PB.
Pois bem, creio que falo por toda a equipe 616 quando faço votos de que não só a HQPB, como muitos outros eventos de quadrinhos do Nordeste, voltem a acontecer com o mesmo sucesso e reconhecida importância. Estaremos aqui sempre dispostos a dar nosso apoio e, quem sabe, até participar ativamente deles em alguma ocasião. Obrigado, Janúncio pelas informações.
Durante o começo do mês de novembro, alguns importantes eventos de Quadrinhos ocorreram nas regiões Nordeste e Sudeste do País. No Rio de Janeiro aconteceu a III Semana de Quadrinhos, promovida pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E como alguns de nossos leitores e colaboradores foram tanto organizadores como participantes do evento, resolvemos pedir a dois deles algumas impressões e opiniões do que acharam do evento. Confiram o que Vínicius Rucci, um dos coordenadores do evento, e Daniel Mendonça, atual moderador da X-men Brasil, têm a dizer.
Palestra Mídia Digital e Arte Sequencial
"Ao final da realização da III Semana de Quadrinhos da UFRJ / EBA, realizada no SESC Madureira entre 28 e 31 de outubro, o saldo para os organizadores foi mais do que positivo. A estrutura foi relativamente simples, contando com oficinas de roteiro, desenho e arte final, tirinhas e, no último dia, um workshop de Mangá ministrado pelo Studio Seasons, debates com os temas: Quadrinhos... Arte?; Mídia Digital e Arte Seqüencial; Quadrinhos e Humor político; Publicação de HQs no Brasil. Contou também com uma exposição de trabalhos dos alunos da Escola de Belas Artes da UFRJ, entre quadrinhos, ilustrações e gravuras."
André Dahmer, Murilo (mediador) e Carlos Holanda
"Nos quatro dias em que o evento aconteceu, a recepção do público foi além da esperada. No primeiro dia, por exemplo, todas as vagas das oficinas para os demais dias estavam reservadas e a freqüência ao longo da semana foi assídua. O mesmo panorama se viu em relação aos debates, com profissionais da nova e velha geração como Wally Silva, Henrique César, André Dahmer, Carlos Holanda, Amorin, Nico, Latuff, Zope e Renato Lima ficando a cargo da discussão dos temas, o público pôde se deleitar com a experiência de quem já está inserido no mercado e pensar sob novas perspectivas."
Nico, Amorim, Latuff e Diego (Mediador)
"A exposição era aberta para todos os freqüentadores do SESC, e também era uma boa vitrine para os estudantes mostrarem seus trabalhos e, quem sabe, chamar a atenção de algum olheiro que por ali estivesse passando. Como o evento era gratuito, o público foi o maior beneficiado direto, tendo a oportunidade de aprender um pouco sobre como são feitos os quadrinhos e a realidade que permeia essa área sob a perspectiva de artistas de estilos e áreas de atuação bastante variados."
Workshop da Mangá Studios Seasons
"Esta foi a III Semana de Quadrinhos da UFRJ / EBA, um evento feito por quem tem paixão pela nona arte e aberto a todos aqueles que já tiveram a experiência de um dia se deleitar com páginas de arte seqüencial, seja por meio de tirinhas, charges, comics, mangá, ou qualquer representante dessa arte centenária de integrar imagens e palavras para provocar, emocionar e acima de tudo, divertir."
Vinicius Rucci (Coordenador das Oficinas da III Semana de Quadrinhos da UFRJ / EBA)
Palestra: Publicação de HQ no Brasil
A III Semana de Quadrinhos, evento anual organizado pela UFRJ dessa vez instalada no SESC de Madureira foi um grande sucesso, com um volume de participantes por dia acima do esperado. Todos os dias tiveram a mesma estrutura: 2 horas de Workshops e 2 horas de debates com artistas convidados.
Palestra: Quadrinhos... Arte!
Os Workshops lotavam e deram para passar um pouco de como funciona o básico da criação de seus próprios quadrinhos. Dando um panorama geral desde o roteiro, criação de personagem, produção das histórias e arte final. ( Eu mesmo não resisti e criei um personagem inspirado no meu posto de ouvinte.)
"O ouvinte", criação de Daniel Caliban
Também só elogios para os debates. Além dos temas serem bem selecionados, escolheram um pessoal de primeira. A grande maioria não muito conhecida do grande público mas com trabalhos e posicionamentos bem maduros, trabalhos com muita personalidade. Artistas que, quando não são representantes do cartum e quadrinho mais politizado, são adeptos de linguagens e/ou mídias alternativas como zines e internet. O que resultou em palestras de altíssimo nível com de pé no chão mas que acarretava vez ou outra num contraste entre palestrante e ouvinte, como quando criticavam animes e outras quadrinhos mais massificados pela grande mídia.
Oficinas
E a única crítica, no fim, acredito que seja a diferença de público-alvo desejado entre workshop e palestra. Os dois eventos separados foram ótimos mas parece que foram dedicados a pessoas com níveis de conhecimento sobre quadrinhos e gostos bem diferentes. Um saldo positivo muito acima do esperado para um evento que só conseguiu arrancar elogios de todos.
Daniel Mendonça (Vulgo Caliban e atual moderador da comunidade do orkut X-men Brasil)
Exposição de Trabalhos
A Equipe editorial da 616 agradece aqui aos dois pela colaboração e é bastante grata para anunciar eventos relacionados a quadrinhos no Brasil. Para isso, basta se enquadrar nas especifícações dadas no tópico de Anúncios.
E Aguardem que ainda neste Domingo teremos novidades de um outro evento relacionado ocorrido no começo do mês, na Paraíba. Não deixem de conferir...
Um dos maiores mistérios que envolvem atualmente o Campo Hammond, principal centro de treinamento da Iniciativa dos 50 estados, é a origem dos recém surgidos “Aranhas Escarlate”. Um trio de heróis desconhecidos pela opinião pública, revelado aos leitores em uma caçada mal sucedida ao ilegal Homem-Aranha, vestindo justamente armaduras idênticas àquelas que o próprio Peter Parker ganhou de presente do Homem de Ferro, enquanto se manteve aliado ao vingador dourado. Na última edição de Avante, Vingadores! – a de número 22 – ficamos sabendo muito mais informações sobre sua origem e propósito, e lamentamos o descarte de uma boa trama que livraria a cara do Homem-Aranha sem precisar apelar para Um dia a Mais.
A história começa com uma visita do Dr. Blitzchlag, acompanhado do senador Woodman e outras autoridades, à devastada Manhattan, já livre da ameaça do Hulk e seu exército alienígena. O objetivo é estudar os níveis de radiação gama presente no local. O congressista aparentemente teme que estejam levando informações preciosas demais a um lugar inseguro. O doutor, com todo seu sotaque carregado, afirma que não há problema, pois ele tomou as medidas de segurança padrão, além de algumas “extras”.
Isso deixa o senador surpreso, fazendo com que ele faça um sinal negativo aos mercenários que ele mesmo contratou para roubar as informações!! Uma nova formação dos Abutres, adversários do Homem-Aranha, não segue suas instruções e continua com o roubo encomendado, fugindo rapidamente. Blitzchlag no